Bom, fazendo uma atualização, estou escrevendo um conto um pouco humorístico, um pouco terror e daquele tipo que você começa a ler e fica tenso imaginando a história ocorrendo e esperando saber o que vai acontecer no final.
O título desse post é o nome do conto. e agora já irei postar, aparentemente é grande mas é bom de ler.
=-=O que você faz, conta!=-=
13 de Novembro de 2009, sexta-feira e estou em casa assistindo televisão, vendo as notícias dos telejornais. Preciso fazer um trabalho de fim de ano para o colegial, e como todos da sala escolheram seus temas sobrou o único e mais tediante, Museu de Histórias. Que tipo de tema é essa? Bom não importa, tenho de apresentá-lo segunda-feira no colégio, então acho que procurarei na internet algo sobre isso para meu trabalho.
Bom até o momento eu pesquisava e pesquisava de todas as formas na internet e tudo o que eu achava era coisas de museus antigos, ou museus longínquos, França, Inglaterra, Egito, nada aqui por perto, mesmo se fosse aqui no Canadá, e fosse longe, não iria até esse lugar para fazer um trabalho para o colégio.
Olhando diretamente para a TV e pensando uma notícia me chama a atenção:
- O projeto que pretende distribuir livros de literatura, contos, curiosidades e conhecimentos gerais, acontece hoje na Biblioteca municipal de Sherbrooke.
O que é isso, a oportunidade batendo em minhas portas? Apesar de ser chato não posso perder...
...infelizmente é um trabalho importante.
- Até depois mãe, estou indo na biblioteca.
- Não demore a voltar.
Legal pelo menos é uma nota a mais que terei para finalizar o ano, quem sabe eu até goste de fazer essa pesquisa, nunca li nada à respeito de museu algum antes.
Um certo tempo depois já na biblioteca eu fui procurando e procuando livros e livros.
- Esse aqui parece bom, "Os museus mais antigos do mundo", nome nada chamativo. Geralmente o que é antigo tem história.
Lendo o nome do livro vi algo, todo amassado e velho, entre esse livro e outro livro, o nome do livro nem se consegue mais decifrar, está muito empoeirado e acho que vou pegar este também. Certo agora que já escolhi esses dois livros, voltarei para casa e tentarei terminar esse trabalho logo.
Chegando em casa sento-me sobre a cama e começo a ler, o livro do museu até que é interessante, mas o outro deve ser mais e aínda estou curioso sobe ele então acho que lerei primeiro.
Quando abri a primeira página já me deparei com algo esquisito, uma foto muito velha, de um lugar, aparentemente um grande castelo, ou uma mansão antiga. Folhando algumas páginas, lendo algumas coisas, um pouco apagadas por sinal, folhas amareladas quase chegando ao tom marrom, lendo algumas frases como de costume, o que me chamar a atenção eu leio, o que não chamar é uma página a menos para ler.
- "...Sua carne e sua alma, pela eternidade amaldiçoada estará, o Cruel jogou-a em ti e dela tão cedo não se livrará." - Não é atoa que isso me chamou a atenção, acredito que qualquer um que passasse por essa página pararia para ler isso.
Na mesma página uma imagem antiga, toda embassada, apesar de estar embassada eu consegui identificá-la, é o mesmo castelo ou mansão da foto que vi na primeira página do livro. Embaixo da foto estão algumas palavras e números apagados, eu tento decifrar mas chega a ser impossível, mas logo penso em verificar a foto que encontrei.
Não há nada na foto, nem em baixo, nem em címa, à direita ou à esquerda, aínda não vi atrás, mas acho que também...
- Oh pelo menos me enganei, há algo escrito sim. E é parecido com o que gavia na página do livro, com essa cor e esses traços, acredito ser de aneta de pena. -
- Avenida Krakenpitt, 1366, Sherbooke - Canadá. 1869 -
- Hum... o que essa foto tem a ver com o colégio? É o mesmo endereço e... agora lembrando bem do local, eu consigo identificar onde ficava essa mansão, agora é o campo de futebol de lá. -
Bom isso chega a parecer filme, mas como nunca o fiz, irei investigar o lugar, será que é tão antigo assim aquele local? E afinal o que aquela frase tem a ver com isso? Bom hoje é sexta-feira já acabou a aula, acho melhor deixar para segunda-feira, preciso antes me peocupar com esse trabalho.
Chego em casa, janto, fico um pouco no computador, conversando com alguns amigos, e logo vou para a cama após o banho, mas não tenho sono, fiquei pensando o dia todo nesse livro, então decido ler mais um pouco de onde parei, só li uma frase mesmo, não tem como esquecer, a história é muito grande, achou que lerei o final para saber de cara o que aconteceu, afinal não é uma história, é um certo tipo de explicação.
- "Stephen Jerkin, morreu aos 62 anos em 1867 há dois anos atrás, enforcado na árvore do jardim de sua mansão, o corpo foi enterrado embaixo da mesma e este ano demorliram sua mansão, mas aínda deixaram o jardim e o lugar onde Stephen está sepultado, a mansão foi demolida pois acreditavam que nela haviam assombrações, o que se tornou uma lenda urbana na cidade, mas pelos depoimentos de Margareth Sheldonn, acredito que demoliram a mansão em vão, pois ela afirma...
...ter escutado alguém com uma voz tenebrosa gritando um certo dia: "Sua carne e sua alma, pela eternidade amaldiçoada estará, o Cruel jogou-a em ti, e dela tão cedo não se livrará." Margareth era vizinha da mansão, e afirmou que constantemente se ouviam discussões de lá."
- Bom agora pelo menos está explicado o que significa aquela frase que li no livro pela primeira vez.
O que eu não entendo é o porque de Stephen se enforcar em seu jardim, porque teria ele feito isso? Por um bom motivo não foi, ou talvez fosse. Bom agora peciso dormir já está tarde, são 03:17 da manhã e melhor me preocupar mais com o trabalho, depois da aula de segunda eu volto a ler este livro e aproveitando o dia de ir à escola vou dar uma investigada no local.
Bem a apresentação não foi muito boa, mas de qualquer forma, agora no intervalo das aulas vou investigar melhor, pelo menos com o tempo integral das aulas, o intervalo é grande, dá tempo de pensar melhor sobre tudo isso.
Quando estava indo aos arredores do campo, observei e na arquibancada estava o Edward com os amigos, e como de costume me cumprimentou, algo de se esperar afinal ele é o meu melhor amigo.
- E aí Finn, tudo beleza cara?
- Sim sim beleza, eu to meio ocupado agora vendo umas coisas, então a gente se fala depois Ed.
- Ah tudo bem, mas posso sei lá, te acompanhar?
Eu então pensei um pouco, ele é o meu melhor amigo, não tenho o que esconder a ele.
- Ah claro, tudo bem.
- Ok, mas o que é que você está procurando? Ocupado com o que?
Bem então eu comecei a explicar a ele sobe o livro, como o achei, fui falando todos os detalhes, e ele chegou a achar que eu estava doido, mas entendeu a situação, então fomos andando procurando algo e eu sem querer faço com que ele tropeçasse em mim e caísse.
- Ora olha o que você fêz!
- Nossa, desculpe, eu estava muito distraído.
Quando eu olho por trás dele que está caído no chão em címa da terra, eu notei um grande troco de árvore, e olhei-a de baixo para címa, vi que era muito alta, e acredito que esta devesse ser a árvore do qual Stephen está aos pés sepultado. Espere! Sepultado?
- Levante-se rápido, eu achei o que procurava e você está praticamente acíma de ossos enterrados.
- Ah não vem com essa... vo...você disse ossos? De quem?
Ele então se levanta rapidamente, com um ar de desespero e nojo, e aparentemente com a pergunta que fez, acredito que com a queda ele ganhou um bônus de amnésia.
- Ora essa eu acabei de contar.
- Ah é o defunto amaldiçoado. Bem eu vou é trocar de camiseta, e me lavar, estou todo imundo cheio de terra.
- Tá, vai lá, eu vou dar uma olhada aqui, depois a gente se encontra.
Então Ed foi até o vestiário, e eu continuei dando uma olhada aqui, uma olhada alí, tentando observar os mínimos detalhes...
Aparentemente é um local normal de mais, mas olhando bem, achei muito estranho essa terra onde Ed caiu, ser diferente do resto de terra que há em volta. Além de mais escura também é mais avermelhada, muito areada e fofa, eu acredito em coisas que acontece com lugares onde pessoas são enterradas, flores que nascem onde não deviam, corpos incorruptos, mas nunca imaginei que o solo ficaria diferente também. De qualquer forma eu vou dar uma lida melhor nisso aqui.
Lendo o livro cada vez mais, vou entendendo muito mais sobre tudo isso, aparentemente é uma história intrigante e real, como percebi desde que encontrei o livro. Os lugares do livro realmente existem mas como os registros são muito antigos, os lugares não estão mais como antes, foram totalmente modificados, exceto alguns detalhes como a árvore, pois do jardim é a única coisa que restou.
- Droga, essa terra não sai de minha camiseta, parece até tinta. - Chega Edward dizendo para mim com um tom de bravesa.
- Bem eu já me desculpei com você, reclamar não vai limpar sua camiseta. Ao menos seus braços já estão limpos.
- É mas não limpei eles, acho que saíram conforme eu fui tirar a camiseta para limpar, a sujeira deve ter caído no chão. De qualquer forma tomara que você caia da próxima e não eu.
- Ah não fique irritado, já passou. Quer saber vamos sair daqui que jajá termina o intervalo e não quero me atrasar. - Digo olhando para o relógio.
Voltando para a sala com o Ed, eu tropeço sem querer, mas não sei com o que se não tinha nada no chão para me atrapalhar, acho que dovo ter pisado em falso.
- Hahahaha agora não fui eu quem caí.
- Não fique rindo e me ajude a levantar. Foi você quem me jogou praga né?
- Quem dera eu conseguisse, já teria desejado que a professora de português, tivesse tido um infarto.
- Ah pare de desejar essas coisas, só trazem azar.
- Que nada, vamos entrar logo na sala.
Após a aula fui direto para casa, e como de costume jantei, tomei um bom banho, li um pouco do livro e fui dormir. E já no dia seguinte...
Acordo com minha mãe dizendo para que eu me arrume pois iriamos nesse dia almoçar na casa de Ann que é mãe de Ed, então tomo banho e me arrumo e vamos direto a casa de Ed, tocamos a campainha e sua mãe nos atende.
- Que bom que chegaram, entrem. Finn o Ed está lá em címa, suba que ele deve estar esperando-o.
Então vou subindo as escada, chego e bato na porta.
- Está aberta, entre.
- E aí Ed tudo bem?
- Tudo sim, e cara nem minha mãe conseguiu tirar as manchas da camiseta então tivemos que jogá-la fora.
- Nossa, aquelas manchas de terra são duras na queda hein? Entendeu? Duras na queda! Hahahahahhaha.
- Hahahahahahha não teve graça, e não se esqueça que depois você também caiu.
- Tá tá, eu só estava tentando te animar fazendo uma brincadeira.
Então fomos conversando e notei que ele não estava como sempre, parecia que algo nele havia mudado mas pode ser apenas impressão minha, todos esses acontecimentos desde que comecei a ler o livro devem estar me deixando paranóico. O tempo passa rápido e então almoçamos e saímos até a escola, esperamos o sinal para entrar na sala, chegamos à sala e a professora aínda não chegou então eu leio um pouco mais do livro e vou percebendo que esse tal de Stephen era um cara muito pessimista, cheio de azar, ambicioso, mal humorado, parecia ter um humor negro o tempo todo, e não se cnontentava com sua riqueza e sua mansão.
- Que ótimo, dessa vez a professora Bia se atrasou.
- Ed seu idiota, não se esqueça que estamos com péssimas notas em português e hoje seria a prova.
- Ah é verdade, mas a gente pode aínda faze-la se ela chegar a tempo.
Nisso a sala toda começa a fazer uma tremenda bagunça, e o vice-diretor interrompe dando um esporro na sala.
- Que bagunça é essa, não é porque a professora de vocês não vêm hoje que vocês tem o direito de fazer a bagunça que quiserem. A professora de vocês não virá hoje então serão dispençados mais cedo, vocês terão aula com as outras matérias normalmente, a dona Bia está no hospital se recuperando pois teve um infarto essa manhã.
Um infarto, nossa mas que azar o dela esse.
- Nossa Ed que boca larga que você tem hein? Primeiro deseja que eu caia e eu caio, depois deseja que ela tenha um infarto e ela realmente tem o infarto, vai se benzer cara!
- Nossa eu falei brincando e ela sofreu um infarto mesmo.
- Não, o vice-diretor ta falando de palhaçada. É claro que ela teve um infarto, se ele está falando.
- Eu sei é que é meio inesperado né? Bom que seja pelo menos hoje saímos mais cedo.
Que estranho, tudo o que ele está desejando está acontecendo. Ok ele só desejou duas coisas, pode ser mera coincidência, mas aconteceu. Bom no intervalo eu leio um pouco mais do livro. Agora eu acho que tentarei fazer um teste, só assim pra entender melhor as coisas.
- Ed deseja alguma coisa. Boa, uma coisa boa ok?
- Hum mas para que?
- Só quero testar se foi mera coincidência o que aconteceu. Vai que você desejando consegue as coisas.
- Hum acho que não vai dar nada mas tudo bem. Hum... queria tomar um refrigerante bem gelado.
- Hum...
- ...
- É não deu em nada mesmo, é só coincidência mesmo.
- Já imaginava que era coincidência Finn, você que fica viajando achando que o que eu desejo acontece.
O sinal toca e vamos ao intervalo e sentamos nas mesas do refeitório.
- Finn, a Claire é muito linda cara, você não sabe o quanto estou apaixonado por ela.
- É ela é linda... e forte.
- Porque forte?
- Ah ela ta dando uns murros na maquina de bebidas tão fortes que é capaz de cair a porta. Porque não vai lá e pergunta o que ela está fazendo?
- É é eu vou.
Ed chega mais perto e pergunta:
- Porque está esmurrando a máquina?
- Eu coloquei uma nota e a bebida não sai.
- Calma deixa que eu tento.
Ed dá um enorme soco na máquina, e finalmente cai uma lata de refrigerante.
- Ah obrigado mas não é esse o que eu pedi.
Em seguida cai mais duas latas.
- Ah esse sim eu pedi, muito obrigado Ed.
- Ah que é isso, quando precisar eu te ajudo. Claire que tal sairmos nessa sexta-feira e ir ao cinema?
- Claro, porque não?
- Sexta feira então as 19:00!
- Ok, nos encontramos em frente ao colégio?
- Sim as 19:00.
- Certo até depois então. - Claire se aproxima e dá um beijo no rosto de Ed.
Ed então fica estasiado com esse momento pega os dois refrigerantes e volta até a mesa.
- É parece que ela ficou feliz com sua ajuda e até te deu um beijo no rosto.
- É fazer o que se sou irresistível?
- Não se gabe... mas o que é isso?
- Refrigerante, nunca viu não?
- Vi mas você que comprou?
- Na verdade não, cairam da maquina.
- É isso deu certo!
- O que que deu certo seu tonto?
- O refrigerante você conseguiu, você desejou e conseguiu.
- É pensando bem é verdade, deu certo.
- Bom se deu certo pelo menos tenta não ficar desejando coisas ruins com isso senão acontece com alguém o mesmo que aconteceu com a dona Bia.
- É, quem sabe.
Toca o sinal e então já é hora de ir para casa, afinal saímos mais cedo. Chegando em casa como de costume e rotineiro que se transformou há poucos dias volto a ler mais do livro mas há uma página sem um pedaço. Que droga não consigo entender o que isso quer dizer.
"Após o fim aínda não é o fim e quem..."
E quem o que? como vou saber o que está escrito aqui? Do outro lado da página tem a continuação do que estaria escrito.
"... e consequentemente o azar, a maldição aínda não terá sido desfeita, a menos que tudo desapareça, e finalmente será o fim."
E agora, o que está escrito? O que será que o livro quer dizer ou mostrar? É isso o livro! Se está faltando um pedaço é porque não está no livro está em outro lugar, mas onde? Onde? É bom deixar isso para amanhã, vou dormir.
Já amanheceu dia 17, Terça-feira 08:15 da manhã.
Bem acho que vou para a casa do Ed quem sabe ele me ajude com o pedaço que falta do livro. Me arrumo e saio de casa, chegando na casa do ed, toco a campainha entro, vou até o quarto de Ed, ele está na cama deitado e parece-me que está doente.
- Bom dia Ed.
- Que que tem de bom?
- Ora essa que foi?
- Não vê que estou doente?
- Vejo sim, mas está assim porque? Ficou no frio e pegou gripe?
- Olha isso até pode ser bom pra você, mas é que ontem de noite eu queria que hoje eu estivesse doente para não ir a aula e não fazer aquela maldita prova de Geografia, você sabe que eu detesto.
- Ah então ficou doente por culpa de sua boca larga?
- Aparentemente sim, não choveu e nem fiquei fora de casa para pegar gripe.
- Bom eu vim para que me ajudasse com o livro, mas já que está doente acho que vim para te ver também.
- É obrigado, mas o que tem o livro?
- Então é que é o seguinte, eu estava lendo uma pagina e falta um pedaço e não consigo imaginar o que estava escrito ali, é algo muito importante eu creio.
- E quer que eu faça o que?
- Sei lá me ajuda a pensar, você é inteligente, pensa algo rápido para que eu tente entender isso.
- Ah sei lá, eu to doente não to muito pra pensar, e esse livro só está causando problemas. Porque não devolve para a biblioteca?
- Porque eles distribuiram os livros e eu peguei esse e o do trabalho para mim e... Espere... É isso, valeu.
- É isso o que? Ta pirado?
- É isso, a biblioteca, foi lá que eu peguei o livro pode ser que esteja lá o pedaço do livro que falta.
- Que coisa, até doente e sem pensar te ajudo de alguma forma.
- Muito obrigado cara, vou direto para lá. E até a aula... Ops esqueci acho que você nem irá hoje certo?
- É provávelmente, se eu não estivesse doente eu até iria, mas é melhor eu descansar.
- Ok até amanhã então.
- Até, e boa sorte com esse livro.
Vou correndo para a biblioteca, entro dando fortes pisadas no chão da biblioteca feito de tacos de madeira, e levo um esporro da atendente, vou indo calmamente e procuro o livro desesperado. Aqui e ali, lá e acolá, deste lado, desse outro lado e nada. Que droga não acho essa droga de papel, deixe-me pensar um pouco... ô droga de desespero, eu nem ao menos pensei que só pode estar na mesma estante onde achei o livro, Finn seu cabeça dura.
Dando uma olhada na estante difícil é agora ter de tirar os livros e achar o papel, e tiro um e coloco na mesa, e tiro outro e outro e outro e nunca acho e tiro outro e... O que é isso? Cara, que susto! esse papel voando quase me mata do coração... esse papel voando? O papel, é o papel! É o papel, achei finalmente, caiu de dentro desse livro, bom não tenho tempo, vou arrumar todos esses livros e voltar para casa com o papel logo e finalmente ler. Guardo todos os livros do jeito que estavam e volto correndo e...
- Quieto garoto, não sabe ir devagar? Estamos em uma biblioteca.
Tava demorando pra levar outro esporro, bem agora saio calmamente e ao sair já vou desesperado correndo para casa.
Chegando em casa já são 10:30 já corro para o quarto e já colo o papel no livro e finalmente posso ler, e diz...
Continua...

O título desse post é o nome do conto. e agora já irei postar, aparentemente é grande mas é bom de ler.
=-=O que você faz, conta!=-=
13 de Novembro de 2009, sexta-feira e estou em casa assistindo televisão, vendo as notícias dos telejornais. Preciso fazer um trabalho de fim de ano para o colegial, e como todos da sala escolheram seus temas sobrou o único e mais tediante, Museu de Histórias. Que tipo de tema é essa? Bom não importa, tenho de apresentá-lo segunda-feira no colégio, então acho que procurarei na internet algo sobre isso para meu trabalho.
Bom até o momento eu pesquisava e pesquisava de todas as formas na internet e tudo o que eu achava era coisas de museus antigos, ou museus longínquos, França, Inglaterra, Egito, nada aqui por perto, mesmo se fosse aqui no Canadá, e fosse longe, não iria até esse lugar para fazer um trabalho para o colégio.
Olhando diretamente para a TV e pensando uma notícia me chama a atenção:
- O projeto que pretende distribuir livros de literatura, contos, curiosidades e conhecimentos gerais, acontece hoje na Biblioteca municipal de Sherbrooke.
O que é isso, a oportunidade batendo em minhas portas? Apesar de ser chato não posso perder...
...infelizmente é um trabalho importante.
- Até depois mãe, estou indo na biblioteca.
- Não demore a voltar.
Legal pelo menos é uma nota a mais que terei para finalizar o ano, quem sabe eu até goste de fazer essa pesquisa, nunca li nada à respeito de museu algum antes.
Um certo tempo depois já na biblioteca eu fui procurando e procuando livros e livros.
- Esse aqui parece bom, "Os museus mais antigos do mundo", nome nada chamativo. Geralmente o que é antigo tem história.
Lendo o nome do livro vi algo, todo amassado e velho, entre esse livro e outro livro, o nome do livro nem se consegue mais decifrar, está muito empoeirado e acho que vou pegar este também. Certo agora que já escolhi esses dois livros, voltarei para casa e tentarei terminar esse trabalho logo.
Chegando em casa sento-me sobre a cama e começo a ler, o livro do museu até que é interessante, mas o outro deve ser mais e aínda estou curioso sobe ele então acho que lerei primeiro.
Quando abri a primeira página já me deparei com algo esquisito, uma foto muito velha, de um lugar, aparentemente um grande castelo, ou uma mansão antiga. Folhando algumas páginas, lendo algumas coisas, um pouco apagadas por sinal, folhas amareladas quase chegando ao tom marrom, lendo algumas frases como de costume, o que me chamar a atenção eu leio, o que não chamar é uma página a menos para ler.
- "...Sua carne e sua alma, pela eternidade amaldiçoada estará, o Cruel jogou-a em ti e dela tão cedo não se livrará." - Não é atoa que isso me chamou a atenção, acredito que qualquer um que passasse por essa página pararia para ler isso.
Na mesma página uma imagem antiga, toda embassada, apesar de estar embassada eu consegui identificá-la, é o mesmo castelo ou mansão da foto que vi na primeira página do livro. Embaixo da foto estão algumas palavras e números apagados, eu tento decifrar mas chega a ser impossível, mas logo penso em verificar a foto que encontrei.
Não há nada na foto, nem em baixo, nem em címa, à direita ou à esquerda, aínda não vi atrás, mas acho que também...
- Oh pelo menos me enganei, há algo escrito sim. E é parecido com o que gavia na página do livro, com essa cor e esses traços, acredito ser de aneta de pena. -
- Avenida Krakenpitt, 1366, Sherbooke - Canadá. 1869 -
- Hum... o que essa foto tem a ver com o colégio? É o mesmo endereço e... agora lembrando bem do local, eu consigo identificar onde ficava essa mansão, agora é o campo de futebol de lá. -
Bom isso chega a parecer filme, mas como nunca o fiz, irei investigar o lugar, será que é tão antigo assim aquele local? E afinal o que aquela frase tem a ver com isso? Bom hoje é sexta-feira já acabou a aula, acho melhor deixar para segunda-feira, preciso antes me peocupar com esse trabalho.
Chego em casa, janto, fico um pouco no computador, conversando com alguns amigos, e logo vou para a cama após o banho, mas não tenho sono, fiquei pensando o dia todo nesse livro, então decido ler mais um pouco de onde parei, só li uma frase mesmo, não tem como esquecer, a história é muito grande, achou que lerei o final para saber de cara o que aconteceu, afinal não é uma história, é um certo tipo de explicação.
- "Stephen Jerkin, morreu aos 62 anos em 1867 há dois anos atrás, enforcado na árvore do jardim de sua mansão, o corpo foi enterrado embaixo da mesma e este ano demorliram sua mansão, mas aínda deixaram o jardim e o lugar onde Stephen está sepultado, a mansão foi demolida pois acreditavam que nela haviam assombrações, o que se tornou uma lenda urbana na cidade, mas pelos depoimentos de Margareth Sheldonn, acredito que demoliram a mansão em vão, pois ela afirma...
...ter escutado alguém com uma voz tenebrosa gritando um certo dia: "Sua carne e sua alma, pela eternidade amaldiçoada estará, o Cruel jogou-a em ti, e dela tão cedo não se livrará." Margareth era vizinha da mansão, e afirmou que constantemente se ouviam discussões de lá."
- Bom agora pelo menos está explicado o que significa aquela frase que li no livro pela primeira vez.
O que eu não entendo é o porque de Stephen se enforcar em seu jardim, porque teria ele feito isso? Por um bom motivo não foi, ou talvez fosse. Bom agora peciso dormir já está tarde, são 03:17 da manhã e melhor me preocupar mais com o trabalho, depois da aula de segunda eu volto a ler este livro e aproveitando o dia de ir à escola vou dar uma investigada no local.
Bem a apresentação não foi muito boa, mas de qualquer forma, agora no intervalo das aulas vou investigar melhor, pelo menos com o tempo integral das aulas, o intervalo é grande, dá tempo de pensar melhor sobre tudo isso.
Quando estava indo aos arredores do campo, observei e na arquibancada estava o Edward com os amigos, e como de costume me cumprimentou, algo de se esperar afinal ele é o meu melhor amigo.
- E aí Finn, tudo beleza cara?
- Sim sim beleza, eu to meio ocupado agora vendo umas coisas, então a gente se fala depois Ed.
- Ah tudo bem, mas posso sei lá, te acompanhar?
Eu então pensei um pouco, ele é o meu melhor amigo, não tenho o que esconder a ele.
- Ah claro, tudo bem.
- Ok, mas o que é que você está procurando? Ocupado com o que?
Bem então eu comecei a explicar a ele sobe o livro, como o achei, fui falando todos os detalhes, e ele chegou a achar que eu estava doido, mas entendeu a situação, então fomos andando procurando algo e eu sem querer faço com que ele tropeçasse em mim e caísse.
- Ora olha o que você fêz!
- Nossa, desculpe, eu estava muito distraído.
Quando eu olho por trás dele que está caído no chão em címa da terra, eu notei um grande troco de árvore, e olhei-a de baixo para címa, vi que era muito alta, e acredito que esta devesse ser a árvore do qual Stephen está aos pés sepultado. Espere! Sepultado?
- Levante-se rápido, eu achei o que procurava e você está praticamente acíma de ossos enterrados.
- Ah não vem com essa... vo...você disse ossos? De quem?
Ele então se levanta rapidamente, com um ar de desespero e nojo, e aparentemente com a pergunta que fez, acredito que com a queda ele ganhou um bônus de amnésia.
- Ora essa eu acabei de contar.
- Ah é o defunto amaldiçoado. Bem eu vou é trocar de camiseta, e me lavar, estou todo imundo cheio de terra.
- Tá, vai lá, eu vou dar uma olhada aqui, depois a gente se encontra.
Então Ed foi até o vestiário, e eu continuei dando uma olhada aqui, uma olhada alí, tentando observar os mínimos detalhes...
Aparentemente é um local normal de mais, mas olhando bem, achei muito estranho essa terra onde Ed caiu, ser diferente do resto de terra que há em volta. Além de mais escura também é mais avermelhada, muito areada e fofa, eu acredito em coisas que acontece com lugares onde pessoas são enterradas, flores que nascem onde não deviam, corpos incorruptos, mas nunca imaginei que o solo ficaria diferente também. De qualquer forma eu vou dar uma lida melhor nisso aqui.
Lendo o livro cada vez mais, vou entendendo muito mais sobre tudo isso, aparentemente é uma história intrigante e real, como percebi desde que encontrei o livro. Os lugares do livro realmente existem mas como os registros são muito antigos, os lugares não estão mais como antes, foram totalmente modificados, exceto alguns detalhes como a árvore, pois do jardim é a única coisa que restou.
- Droga, essa terra não sai de minha camiseta, parece até tinta. - Chega Edward dizendo para mim com um tom de bravesa.
- Bem eu já me desculpei com você, reclamar não vai limpar sua camiseta. Ao menos seus braços já estão limpos.
- É mas não limpei eles, acho que saíram conforme eu fui tirar a camiseta para limpar, a sujeira deve ter caído no chão. De qualquer forma tomara que você caia da próxima e não eu.
- Ah não fique irritado, já passou. Quer saber vamos sair daqui que jajá termina o intervalo e não quero me atrasar. - Digo olhando para o relógio.
Voltando para a sala com o Ed, eu tropeço sem querer, mas não sei com o que se não tinha nada no chão para me atrapalhar, acho que dovo ter pisado em falso.
- Hahahaha agora não fui eu quem caí.
- Não fique rindo e me ajude a levantar. Foi você quem me jogou praga né?
- Quem dera eu conseguisse, já teria desejado que a professora de português, tivesse tido um infarto.
- Ah pare de desejar essas coisas, só trazem azar.
- Que nada, vamos entrar logo na sala.
Após a aula fui direto para casa, e como de costume jantei, tomei um bom banho, li um pouco do livro e fui dormir. E já no dia seguinte...
Acordo com minha mãe dizendo para que eu me arrume pois iriamos nesse dia almoçar na casa de Ann que é mãe de Ed, então tomo banho e me arrumo e vamos direto a casa de Ed, tocamos a campainha e sua mãe nos atende.
- Que bom que chegaram, entrem. Finn o Ed está lá em címa, suba que ele deve estar esperando-o.
Então vou subindo as escada, chego e bato na porta.
- Está aberta, entre.
- E aí Ed tudo bem?
- Tudo sim, e cara nem minha mãe conseguiu tirar as manchas da camiseta então tivemos que jogá-la fora.
- Nossa, aquelas manchas de terra são duras na queda hein? Entendeu? Duras na queda! Hahahahahhaha.
- Hahahahahahha não teve graça, e não se esqueça que depois você também caiu.
- Tá tá, eu só estava tentando te animar fazendo uma brincadeira.
Então fomos conversando e notei que ele não estava como sempre, parecia que algo nele havia mudado mas pode ser apenas impressão minha, todos esses acontecimentos desde que comecei a ler o livro devem estar me deixando paranóico. O tempo passa rápido e então almoçamos e saímos até a escola, esperamos o sinal para entrar na sala, chegamos à sala e a professora aínda não chegou então eu leio um pouco mais do livro e vou percebendo que esse tal de Stephen era um cara muito pessimista, cheio de azar, ambicioso, mal humorado, parecia ter um humor negro o tempo todo, e não se cnontentava com sua riqueza e sua mansão.
- Que ótimo, dessa vez a professora Bia se atrasou.
- Ed seu idiota, não se esqueça que estamos com péssimas notas em português e hoje seria a prova.
- Ah é verdade, mas a gente pode aínda faze-la se ela chegar a tempo.
Nisso a sala toda começa a fazer uma tremenda bagunça, e o vice-diretor interrompe dando um esporro na sala.
- Que bagunça é essa, não é porque a professora de vocês não vêm hoje que vocês tem o direito de fazer a bagunça que quiserem. A professora de vocês não virá hoje então serão dispençados mais cedo, vocês terão aula com as outras matérias normalmente, a dona Bia está no hospital se recuperando pois teve um infarto essa manhã.
Um infarto, nossa mas que azar o dela esse.
- Nossa Ed que boca larga que você tem hein? Primeiro deseja que eu caia e eu caio, depois deseja que ela tenha um infarto e ela realmente tem o infarto, vai se benzer cara!
- Nossa eu falei brincando e ela sofreu um infarto mesmo.
- Não, o vice-diretor ta falando de palhaçada. É claro que ela teve um infarto, se ele está falando.
- Eu sei é que é meio inesperado né? Bom que seja pelo menos hoje saímos mais cedo.
Que estranho, tudo o que ele está desejando está acontecendo. Ok ele só desejou duas coisas, pode ser mera coincidência, mas aconteceu. Bom no intervalo eu leio um pouco mais do livro. Agora eu acho que tentarei fazer um teste, só assim pra entender melhor as coisas.
- Ed deseja alguma coisa. Boa, uma coisa boa ok?
- Hum mas para que?
- Só quero testar se foi mera coincidência o que aconteceu. Vai que você desejando consegue as coisas.
- Hum acho que não vai dar nada mas tudo bem. Hum... queria tomar um refrigerante bem gelado.
- Hum...
- ...
- É não deu em nada mesmo, é só coincidência mesmo.
- Já imaginava que era coincidência Finn, você que fica viajando achando que o que eu desejo acontece.
O sinal toca e vamos ao intervalo e sentamos nas mesas do refeitório.
- Finn, a Claire é muito linda cara, você não sabe o quanto estou apaixonado por ela.
- É ela é linda... e forte.
- Porque forte?
- Ah ela ta dando uns murros na maquina de bebidas tão fortes que é capaz de cair a porta. Porque não vai lá e pergunta o que ela está fazendo?
- É é eu vou.
Ed chega mais perto e pergunta:
- Porque está esmurrando a máquina?
- Eu coloquei uma nota e a bebida não sai.
- Calma deixa que eu tento.
Ed dá um enorme soco na máquina, e finalmente cai uma lata de refrigerante.
- Ah obrigado mas não é esse o que eu pedi.
Em seguida cai mais duas latas.
- Ah esse sim eu pedi, muito obrigado Ed.
- Ah que é isso, quando precisar eu te ajudo. Claire que tal sairmos nessa sexta-feira e ir ao cinema?
- Claro, porque não?
- Sexta feira então as 19:00!
- Ok, nos encontramos em frente ao colégio?
- Sim as 19:00.
- Certo até depois então. - Claire se aproxima e dá um beijo no rosto de Ed.
Ed então fica estasiado com esse momento pega os dois refrigerantes e volta até a mesa.
- É parece que ela ficou feliz com sua ajuda e até te deu um beijo no rosto.
- É fazer o que se sou irresistível?
- Não se gabe... mas o que é isso?
- Refrigerante, nunca viu não?
- Vi mas você que comprou?
- Na verdade não, cairam da maquina.
- É isso deu certo!
- O que que deu certo seu tonto?
- O refrigerante você conseguiu, você desejou e conseguiu.
- É pensando bem é verdade, deu certo.
- Bom se deu certo pelo menos tenta não ficar desejando coisas ruins com isso senão acontece com alguém o mesmo que aconteceu com a dona Bia.
- É, quem sabe.
Toca o sinal e então já é hora de ir para casa, afinal saímos mais cedo. Chegando em casa como de costume e rotineiro que se transformou há poucos dias volto a ler mais do livro mas há uma página sem um pedaço. Que droga não consigo entender o que isso quer dizer.
"Após o fim aínda não é o fim e quem..."
E quem o que? como vou saber o que está escrito aqui? Do outro lado da página tem a continuação do que estaria escrito.
"... e consequentemente o azar, a maldição aínda não terá sido desfeita, a menos que tudo desapareça, e finalmente será o fim."
E agora, o que está escrito? O que será que o livro quer dizer ou mostrar? É isso o livro! Se está faltando um pedaço é porque não está no livro está em outro lugar, mas onde? Onde? É bom deixar isso para amanhã, vou dormir.
Já amanheceu dia 17, Terça-feira 08:15 da manhã.
Bem acho que vou para a casa do Ed quem sabe ele me ajude com o pedaço que falta do livro. Me arrumo e saio de casa, chegando na casa do ed, toco a campainha entro, vou até o quarto de Ed, ele está na cama deitado e parece-me que está doente.
- Bom dia Ed.
- Que que tem de bom?
- Ora essa que foi?
- Não vê que estou doente?
- Vejo sim, mas está assim porque? Ficou no frio e pegou gripe?
- Olha isso até pode ser bom pra você, mas é que ontem de noite eu queria que hoje eu estivesse doente para não ir a aula e não fazer aquela maldita prova de Geografia, você sabe que eu detesto.
- Ah então ficou doente por culpa de sua boca larga?
- Aparentemente sim, não choveu e nem fiquei fora de casa para pegar gripe.
- Bom eu vim para que me ajudasse com o livro, mas já que está doente acho que vim para te ver também.
- É obrigado, mas o que tem o livro?
- Então é que é o seguinte, eu estava lendo uma pagina e falta um pedaço e não consigo imaginar o que estava escrito ali, é algo muito importante eu creio.
- E quer que eu faça o que?
- Sei lá me ajuda a pensar, você é inteligente, pensa algo rápido para que eu tente entender isso.
- Ah sei lá, eu to doente não to muito pra pensar, e esse livro só está causando problemas. Porque não devolve para a biblioteca?
- Porque eles distribuiram os livros e eu peguei esse e o do trabalho para mim e... Espere... É isso, valeu.
- É isso o que? Ta pirado?
- É isso, a biblioteca, foi lá que eu peguei o livro pode ser que esteja lá o pedaço do livro que falta.
- Que coisa, até doente e sem pensar te ajudo de alguma forma.
- Muito obrigado cara, vou direto para lá. E até a aula... Ops esqueci acho que você nem irá hoje certo?
- É provávelmente, se eu não estivesse doente eu até iria, mas é melhor eu descansar.
- Ok até amanhã então.
- Até, e boa sorte com esse livro.
Vou correndo para a biblioteca, entro dando fortes pisadas no chão da biblioteca feito de tacos de madeira, e levo um esporro da atendente, vou indo calmamente e procuro o livro desesperado. Aqui e ali, lá e acolá, deste lado, desse outro lado e nada. Que droga não acho essa droga de papel, deixe-me pensar um pouco... ô droga de desespero, eu nem ao menos pensei que só pode estar na mesma estante onde achei o livro, Finn seu cabeça dura.
Dando uma olhada na estante difícil é agora ter de tirar os livros e achar o papel, e tiro um e coloco na mesa, e tiro outro e outro e outro e nunca acho e tiro outro e... O que é isso? Cara, que susto! esse papel voando quase me mata do coração... esse papel voando? O papel, é o papel! É o papel, achei finalmente, caiu de dentro desse livro, bom não tenho tempo, vou arrumar todos esses livros e voltar para casa com o papel logo e finalmente ler. Guardo todos os livros do jeito que estavam e volto correndo e...
- Quieto garoto, não sabe ir devagar? Estamos em uma biblioteca.
Tava demorando pra levar outro esporro, bem agora saio calmamente e ao sair já vou desesperado correndo para casa.
Chegando em casa já são 10:30 já corro para o quarto e já colo o papel no livro e finalmente posso ler, e diz...
Continua...












